Amor vincit omnia.
Aqui encontram-se alguns dos meus silêncios, retalhos de um patchwork que a tessitura da vida me faz passar. São pedaços de alma, algum bocado de tristeza, paixões intermitentes, alegrias disfarçadas. Um puzzle de mim mesma, onde a peça-chave é o coração.
Ars longa, vita brevis
Não esqueci. Não esqueço. Fui a mais perfeita das mulheres. Hoje o espelho aponta as (imper)feições da ausência. As marcas do que não houve, traços de demência... e o eterno olhar de afronta.
Não esqueci. Não esqueço. Somente a lembrança conta dos risos e prazeres e das ruas vazias da minha consciência.
Não esqueci. Não esqueço. Seja no parque ou no jardim, seja na casa ou dentro de mim, é no seu olhar que encontro a minha paz, a minha essência.
No meu caminho existem sonhos. Sonho com os meus caminhos. Sem sonhos, não há caminho. No caminho existem punhais. Sonho com punhais e caminhos. Uso o punho para traçar a estrada. Abro os caminhos com os punhais. Enveredo resoluta nos sonhos. Empunho meus estandartes ancestrais. Sigo. Ando. Sonho. Caminho.
O ano mudou, mas eu não. Continuo a mesma: coração maior que o peito, sonhos maiores que a carteira, várias vidas na minha única vida. Estou aqui, como sempre estive. Estarei aqui até que o Lá De Cima me chame. Que venha a vida, que venha o futuro. Espero. Esperançosa...