Amor vincit omnia.
Aqui encontram-se alguns dos meus silêncios, retalhos de um patchwork que a tessitura da vida me faz passar. São pedaços de alma, algum bocado de tristeza, paixões intermitentes, alegrias disfarçadas. Um puzzle de mim mesma, onde a peça-chave é o coração.
Ars longa, vita brevis
As coisas podem se perder por aí, mas a gente é que não pode se perder de quem a gente gosta. Nada melhor do que a gente reencontrar pedaços de felicidade nas gavetas e velhos amigos pela vida.
Dou-lhe a água: sacie sua sede. Beba da minha fonte. Banhe-se nos meus fluidos. Mergulhe e descubra os prazeres abissais que ninguém mais conhece, pois estes estão à sua espera - são seus, unicamente. Você: Argonauta.
Nos meus líquidos você encontrará oceanos profundos e mares não navegados. Explore-os. Surpreenda-se. Encante-se. Vinte mil léguas submarinas não conterão a metade da emoção que lhe guardo.
Convido-lhe mais uma vez: entregue-se a mim como a areia que se dá ao beijo do mar. Conheça o vulcão submerso que cospe seu fogo sob as densas águas, mas que ninguém vê.
Em terra você se considera a salvo: pés fincados no barro - aridez de idéias, emoções ressecadas. E os ventos que sopram da terra enchem seus olhos de pó e fuligem turvando sua visão.
Dou-lhe mais uma vez a água: lave seus olhos, rosto, corpo. Dou-lhe a água: lave sua alma. Dou-lhe meu fogo: consuma-se. Consumamo-nos.
Sua presença se faz em mim na superfície da pele, no pulsar do coração, no fundo do meu sexo. Olho dentro do meu olhar e encontro você. Mais do que os "mas" da vida. Para você eu já disse. E repito. E confirmo. Volto a dizer: SIM.
Embriago-me de palavras, quisera embriagar-me de beijos. Dose após dose, letra após letra, faço coquetéis potentes - poções de amor e poesia. Escritos em preto no branco, entrelinhas de literatura, nobreza de conteúdo, carinhos feitos de signos. Absinto ou poção mágica? Embriaguez ou feitiço? Não importa, o resultado é o de sempre...
O que posso fazer se estou condenada? Cativa de um amor improvável Que me prende com garras serenas Que me pede paz e calma Que provoca meus sentidos E me olha de soslaio.