Amor vincit omnia.
Aqui encontram-se alguns dos meus silêncios, retalhos de um patchwork que a tessitura da vida me faz passar. São pedaços de alma, algum bocado de tristeza, paixões intermitentes, alegrias disfarçadas. Um puzzle de mim mesma, onde a peça-chave é o coração.
Ars longa, vita brevis
Tem momentos em que me encontro na mais dura solidão. Tem sido assim ao longo da vida. Quando mais preciso de alguém, mais me vejo só. Quando mais preciso de um colo, apenas me encontro comigo mesma.
É o chorar sozinha, secar as próprias lágrimas, olhar-me no espelho e buscar a força pra continuar lá dentro de mim.
Hoje é este dia.
Já chorei, sequei as lágrimas, me recompus: cuidei da vida. Agora me sinto só de novo... ... e choro...
Penso em lírios lilases... líricos... tão simples e complexos como a vida que nos dá o encontro que nos toma na partida que risca os caminhos e nos faz seguir pelos descaminhos dela.
Há uma praia, além do horizonte que vejo... Há uma vida, além das minhas fronteiras... Sei que haverá uma única chance de alcançar meu sonho...
Olho o céu, inquirindo se há quem me ouça Vejo nuvens pesadas, cinzentas Como se o céu não se importasse... Volto meus olhos para a terra E mergulho em meus blues De ter deixado levarem a minha vida Sem que eu tenha tomado as rédeas...
Ainda há tempo, eu sei! Para que eu possa Vislumbrar o por-do-sol perfeito Plantar o amor-perfeito E ver florescer Aquilo que deixei para trás.